Teste: Honda CB Twister ABS

A nova 250 cilindradas da Honda, a CB Twister ABS, tem desempenho surpreendente no uso urbano. Com banco baixo em relação ao solo (784 mm), sistema de suspensões firmes e entre-eixos curto (1.386mm) entre outras soluções da marca, o modelo ofereceu pilotagem ágil no trânsito engarrafado da cidade de São Paulo. Outro item importante na facilidade de mudanças rápidas de direção é o pneu traseiro radial sem câmara Pirelli Diablo Rosso II 140/70. (veja as características técnicas em um PDF que pode ser acessado em um link abaixo). Somente na cor vermelha perolizada, a versão ABS, testada por MotoMovimento, custa R$ 14.550. Sem a ajuda do controle do freio, sai por R$ 13.050.

O motor é um monocilíndrico, OHC, quatro válvulas, arrefecido a ar com 249,5, cm³. A potência máxima é de 22,4 cv a 7.500 rpm com o uso somente de gasolina e 22,6 cv a 7.500 rpm com somente etanol. O torque máximo, de 2,24 kgf.m a 6.000 rpm é o mesmo para os dois combustíveis. O câmbio é de seis marchas, com transmissão final por corrente para o peso a seco de 137 kg e taque de combustível com capacidade para até 16,5 litros.

Na estrada

Levando-se em conta o conjunto de propulsão da moto, é possível fazer pequenas viagens com ela. No teste de MotoMovimento deve-se levar em conta a altura de 1,87 metro e os cerca de 100 quilos do piloto na influência do comportamento da moto. Até 100 km/h, o modelo vai suave na estrada com motor girando a 6.000 rpm.

A 120 km/h o giro já está a 8.500 rpm. Daqui para frente a vibração sob o banco acompanha a tocada até os cerca de 150 km/h em torno de 10.500 rpm quando acontece o corte do giro do motor já com aceleração plena na manopla. Nesse ritmo, em 500 quilômetros de teste, 300 deles em estradas pavimentadas, a média de consumo ficou em torno 30 km/l.

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Com design inspirado na CB 500F, a Twister chama a atenção. É uma moto bonita. O painel totalmente digital “invertido” com fundo preto e informações em branco é diferente e o sistema de iluminação recebeu LED na traseira, o que aumenta a eficácia do sistema de segurança.

Molas

A naked de média cilindrada CB Twister, assim como as suas concorrentes, não é moto ideal para pessoas altas. Para o piloto do teste, o espaço para a perna entre o banco e a pedaleira fica um pouco mais apertado. Faz falta ainda, para as pedaleiras do piloto, as molas de retorno para a posição vertical. Sem o retorno, toda vez que você vai colocar a bota na pedaleira, a calça raspa nela e ela levanta permanecendo apontada para cima. Como geralmente se tira o pé do chão já saindo com a moto, o piloto tem que ficar procurando a pedaleira para apoiar a bota já em movimento.

Clique AQUI para o PDF com a ficha técnica do modelo

-Imagens: MotoMovimento-

Um comentário em “Teste: Honda CB Twister ABS

  1. A HONDA COMO SEMPRE NÃO RESPEITA O SEU CLIENTE FINAL,ACHA QUE COLOCANDO UM PRODUTO NOVO NO MERCADO VAI ATRAIR MAIS CIENTES, LEDO ENGANO, E ONDE FICAM OS ORFÃOS DA CB 300-R ? O QUE FAZEM COM O PRODUTO QUE NINGUEM QUER E NÃO SE CONSEGUE VENDER? QUE VERGONHA E OS CULPADOS SOMOS NÓS QUE AINDA ADQUIRIMOS OS PRODUTOS DA HONDA DO BRASIL…….PAULO TOMÁZ RIO GRANDE-RS

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