Balanço e projeção Abraciclo

O ano de 2016 vai fechar negativo para o mercado de motocicletas e o ano que vem não será muito diferente. Os dados e projeções são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), divulgados, hoje, em São Paulo. No acumulado dos 11 meses deste ano, foram fabricadas 854.839 unidades, o que corresponde a uma queda de 29,5% em relação a igual período de 2015, com 1.212.075.

Na comparação mensal, a produção de motocicletas do penúltimo mês de 2016 registrou retração de 1,7% frente a outubro. Saíram das fábricas 70.320 motocicletas contra 71.520 no mês passado.

A produção de motocicletas em 2016 voltou aos patamares de 2002, demandando ajustes na estrutura de toda a cadeia produtiva, fornecedores, fabricantes e concessionárias. De qualquer forma, em 2017, o setor tem a expectativa de atingir resultados semelhantes ao deste ano. Além disso, teremos a realização do Salão Duas Rodas, o maior evento do setor, que deverá contribuir para o estímulo do mercado”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

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As vendas no atacado – das fabricantes para a rede de concessionárias – se mantiveram estáveis em relação ao décimo mês do ano, passando de 59.136 para 58.974 unidades. De janeiro a novembro, foram comercializadas 801.563 motocicletas, o que corresponde a um recuo de 28,5% ante 2015 (1.120.680).

Exportações

Depois de uma sequência de altas até junho passado, as exportações também ficaram aquém do esperado. De acordo com dados da Abraciclo, o número de motocicletas comercializadas para outros países registrou entre outubro (4.911) e novembro (3.957) retração de 19,4%. Já no acumulado, a queda foi de 16,7%, quando comparado ao volume de 2015. Foram 63.179 motos exportadas no ano passado contra 52.620, em 2016.

Projeções

Para 2017, a associação projeta estabilidade dos negócios do segmento de motocicletas, com crescimentos de 2,2% na produção e 66,1% nas exportações, enquanto as vendas no atacado e varejo devem registrar quedas de 4,1% e 1,1%, respectivamente. Nos números, a produção deve ficam em 890 mil este ano e 910 mil em 2017, enquanto no atacado a queda será de 860 mil em 2016 e 825 mil no ano que vem. Já o varejo deve passar dos 900 mil modelos vendidos para 890 mil enquanto as exportações podem passar de 56 mil este ano para 93 mil em 2017.

“Assim como ocorreu com a maioria dos setores econômicos, as incertezas do mercado e da política impactaram negativamente no desempenho dos negócios. O poder de compra do consumidor continua sendo corroído pela inflação, assim como sua confiança parece permanecer abalada diante da falta de expectativas positivas”, observa Fermanian.

Emplacamentos

Em novembro, os emplacamentos* de motocicletas – com base nos levantamentos do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) – atingiram 69.122 unidades, contra 62.554 em outubro, o que corresponde a um crescimento de 10,5%. Com mesmo numero de dias úteis, as médias diárias de vendas foram de 3.456 motocicletas em novembro, frente a 3.128 do mês anterior, registrando alta de 10,5%. No acumulado, o volume foi de 818.956 unidades em 2016, ante 1.116.735 em 2015, correspondendo a uma queda de 26,7%.

(*) No varejo, foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.

-Informações: divulgação-

Um comentário em “Balanço e projeção Abraciclo

  1. Não era pra menos! Esses preços abusivos a nós consumidores como estão, por modelos sem a mínima tecnologia embarcada! Já passou da hora dos grandes entenderem que queremos modernização da frota e não uma maquiada como estão acostumados da fazer durante anos no mercado brasileiro. E, além disso com preços justos!
    Abraços, Carlos.

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