Teste: Classic LT

São Paulo (SP) – Montar na Kawasaki Vulcan 900 Classic LT exige duas atitudes: desativar a pressa e acionar o modo pessoal de contemplação. Ela faz parte da a linha Cruiser da marca, voltada para o turismo, e, justiça seja feita, segue tranquila e praticamente sem vibrações na velocidade de cruzeiro entre 100 e 120 Km/h, permitindo admirar a paisagem enquanto um grande para-brisa protege do vento.

A Kawasaki trabalhou a vibração instalando o motor sobre coxins de borracha e implantou ainda um sistema balanceador no eixo do virabrequim. Isso deixou a moto confortável também na cidade.

As linhas clássicas da estradeira chamam a atenção tanto nas vias urbanas quanto nas rodovias. Especialmente a roda dianteira de 21″ com pneu 130/90 e traseira de 15″ com 180/70. E, por R$ 30.990, já vem, além do para-brisa, com dois alforjes laterais bem dimensionados para o modelo, montados em plástico resistente e revestidos em couro.

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Os alforjes até poderiam ser um pouco maiores, mas atenderam bem numa pequena viagem de dois dias com garupa entre São Paulo e São Luiz do Paraitinga. O preço da linha 2012 – varia entre R$ 33.881,00 e R$ 34.205,00 dependendo do frete de cada estado e inclui ainda um charmoso sissy bar que oferece mais conforto ao garupa.

Estradeira

O motor V-Twin de 903 cc, SOHC com oito válvulas a 50 CV de potência máxima é condizente com a proposta estradeira. Com dois cilindros em V, tem bom torque em baixas rotações mas não sustenta velocidades muito maiores que a de cruzeiro. O ajuste de aceleração é fácil e simples por um botão na parte da frente do motor. Por sua vez, a injeção eletrônica oferece respostas precisas e reduz o consumo de combustível. O tanque tem capacidade ara 20 litros e o consumo gira em torno de 20 quilômetros por litro para um modelo que pesa 282 quilos em ordem de marcha (totalmente abastecida e completa em óleo). Outra boa opção da Kawasaki foi escolher a transmissão por correia que tem fácil manutenção e ruído menor.

Avaliações

Na cidade, a Classic LT é demasiada grande para enfrentar com coragem os corredores. Na estrada, faz muito bem as curvas raspando quase nada as pedaleiras se o piloto respeitar os ângulos de inclinação da moto. Nos freios, o disco dianteiro tem 300 mm e o disco traseiro 270 mm com duplos pistões. Mas, para o peso e o tamanho do modelo poderiam ser redimensionados para aumentar a eficiência e garantir mais confiança ao condutor. O painel sobre o tanque é simples e bem posicionado. No quesito ergonomia, como toda moto estilo custom, a posição ereta força a lombar provocando dores em longas distâncias.

-Imagens: divulgação-

4 comentários em “Teste: Classic LT

  1. Boa noite.

    Leio, leio e leio sobre a Vulcan Classic LT e sempre fico na dúvida quanto ao motor… É fraco para essa moto ou nāo?
    Pergunto, pois tenho uma Drag Star 2005 e penso em troca-la pela Classic. Mas, todos os testes mencionam que falta motor. Essa informaçāo procede???

    Abraço a todos.

  2. Amigos da Moto Movimento, entrei hoje e naveguei pouco, mas gostei do que escreveram sobre essa moto a Vulcan Classic LT, pena que alguns detalhes dela ainda deixam a desejar, prum investimento bom, tenho uma Shadow 2002, a negrinha impecável, que me atende em todos os aspectos, nesses 12 anos nenhuma garupa sentou nela comigo, meu filho também tem o dom dessa arte das duas rodas já viajou com ela e com a noiva, ela reclamou do banco traseiro, deveria ser maior, tenho buscado em diferentes marcas da minha Honda e Daelin – outra moto passeante minha, já com 16 anos, prateada brilhando, e não tenho encontrado algo que me faça perder o suspiro, ou quem sabe suspirar bastante, creio que vocês vão me ajudar bastante. Estou em Curitiba, sou de Foz, tenho 56 anos e estou curtindo e me recuperando de uma tíbia e fíbula quebrada a 4 meses, estou na reta de chegada, mais 50 dias e retiro os 8 pinos e o violino da canela esquerda, simpático esse meu aparelhinho. J.F.Moleda, consultor de segurança e saúde trabalhista.

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