FIM homologa 1000 GP

O Moto 1000 GP do Brasil obteve homologação da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). O reconhecimento oficial do evento acarretará benefícios adicionais aos pilotos estrangeiros. “Neste ano, conforme os contatos já feitos, nós deveremos ter um aumento substancial no número de participantes de outros países”, diz Gilson Scudeler, promotor e organizador do campeonato.

A homologação internacional do calendário permite oficialmente, dentre outras vantagens, que as companhias de seguro contratadas pelos pilotos em seus países de origem ofereçam assistência médica e serviço de remoção em caso de acidente. “Até então os estrangeiros que vinham correr no Brasil com licença da FIM não conseguiam essa cobertura. Essa demanda surgiu com o interesse cada vez maior dos pilotos de outros países pelo Moto 1000 GP”, explana Scudeler.

A condição formal de evento internacional era aguardada desde o início do ano e foi confirmada a partir do anúncio das oito etapas do calendário. “A homologação dependia, entre outras coisas, de termos o calendário definido. Assim que definimos a negociação com a direção dos autódromos e confirmamos as datas de todas as nossas etapas, a conclusão do processo foi bastante ágil. É um passo significativo para todo o evento”, conclui Scudeler.

Homologado como Campeonato Brasileiro de Motovelocidade desde sua terceira edição, realizada no ano passado, o Moto 1000 GP dará início à quarta temporada de sua história no dia 4 de maio. A primeira das oito etapas terá as corridas das categorias GP 1000, GP Light, GP 600 e GPR 250 no Autódromo Internacional Oswaldinho de Oliveira, em Santa Cruz do Sul (RS). Neste ano, o evento passa a ter oficialmente um caráter internacional.

Criado em 2011, o Moto 1000 GP experimenta desde seu segundo ano um processo prático de internacionalização – sobretudo a partir da edição de 2013, quando foi homologado pela Confederação Brasileira de Motociclismo como Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. Os competidores do Brasil já enfrentaram, nesses três primeiros anos, pilotos da Argentina, do Uruguai, da Venezuela, de Portugal, da Itália, da Espanha e da França.

O presidente da Confederação Brasileira de Motociclismo, Firmo Alves, comemorou a homologação do Moto 1000 GP pela FIM. “Em quase 20 anos de militância na motovelocidade eu não lembro de ter visto um campeonato do Brasil conquistar esse status. É algo inédito. O reconhecimento da Federação Internacional dá prestígio ainda maior ao Moto 1000 GP e prova que o Moto 1000 GP é a aposta certa para qualquer piloto”, frisa.

A homologação é benéfica também aos pilotos do Brasil, na análise de Firmo Alves. “A chancela da FIM vai trazer mais pilotos de outros países ao Moto 1000 GP. Os brasileiros vão ter acesso novas técnicas através do contato com pilotos de outras escolas sem precisar ir para a Europa, por exemplo. A expectativa é de trazermos o que há de melhor no mundo para a motovelocidade brasileira, fortalecendo pilotos e patrocinadores”, finaliza.

-Imagem da página principal: divulgação-
-Informações: Moto 1000 GP-

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