Mercado de motos no fundo do poço

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian disse, hoje (08/12), que vê o mercado de moto no fundo do poço depois de quedas sucessivas na vendas, este ano. “Não estamos otimistas em relação a 2016, mas não vamos jogar a toalha. O resultado deste último mês de 2015 (levantamento de novembro) é o piso que queremos estender pelo menos até o início do segundo semestre do ano que vem, quando esperamos retomar o crescimento do setor”, disse o presidente da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Para 2016, a Associação espera o mesmo comportamento do mercado consolidado este ano. Para a entidade, a produção totalizará 1.280.000 unidades, com 1.220.000 vendas no atacado e 75.000 para exportação, no ano que vem. No varejo, é projetada a venda de 1.260.000 unidades. As expectativas acompanham o mercado em 2015. Este ano deve fechar, segundo a Abraciclo, com a produção total de 1.270.000 motocicletas e vendas no atacado em torno de 1.210.000 unidades e em torno de 73.000 motos. No varejo, a estimativa de fechamento do ano envolve 1.255.000 motocicletas.

Comparado com 2014 os resultados deste ano e a projeção para o ano que vem são mesmo conservadoras. Em 2014, foram produzidas 1.517.662 motocicletas, o que já era 9,3% a menos do que o registrado em 2013 (1.673.477). Já as vendas no atacado chegaram a 1.430.393 unidades, 10,2% inferior que no mesmo período de 2013, com 1.592.677. Nas exportações, foram registradas 88.056 motocicletas comercializadas, frente a 105.819, em 2013, queda de 16,8%.

Mercado em 2015

De acordo com a Abraciclo, entre janeiro e novembro de 2015 foram produzidas 1.212.075 motocicletas, volume 15% inferior ao apresentado em igual período de 2014 (1.432.842). Na comparação mensal, a queda foi de 28,2%, passando de 104.388 em outubro para 74.972 unidades em novembro. A retração em relação ao mesmo mês de 2014 (121.719) foi de 38,4%.

As vendas no atacado – para as concessionárias – registraram um recuo de 14,9% no acumulado do ano (1.120.680) em relação aos primeiros onze meses do ano passado, quando foram comercializadas 1.316.289 motocicletas. Na comparação com outubro (91.205), foi registrada uma queda de 22,8% em novembro (70.398). Em relação ao mesmo mês de 2014 (119.803), o recuo de novembro chegou a 41,2%.

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No varejo, foi observado um crescimento de 18,4% no volume de motocicletas, passando de 89.020 unidades, em outubro, para 105.371 em novembro. Todavia, esta evolução leva em conta o crescente volume de ciclomotores licenciados desde a mudança na legislação, ocorrida neste semestre e que transferiu para os Estados a competência de efetuar o emplacamento destes veículos, anteriormente atribuída às prefeituras municipais. As chamadas “cinquentinhas”, ou seja, veículos de duas rodas de até 50 cm³, deram um salto de 287% de outubro (4.691) para novembro (18.155), refletindo a nova determinação legal.

As exportações de motocicletas totalizaram 63.179 unidades de janeiro a novembro de 2015, o que representa um recuo de 23% frente a igual período de 2014, com 82.003 motos. Em relação a outubro (10.959), as vendas externas de motocicletas em novembro registraram recuo de 42,5%, com 6.298. Frente a novembro de 2014, com 3.555 unidades, houve um crescimento de 87,7%.

Bicicletas

Com o intuito de dar suporte à crescente tendência de uso dos veículos de duas rodas para a mobilidade urbana, a Abraciclo está reestruturando e fortalecendo o seu Segmento de Bicicletas, com o ingresso de três novas associadas: Houston, Sense Bike e Ox Bike. As novas associadas possuem fábricas instaladas em Manaus e se juntam à Caloi, na entidade, para o desenvolvimento de um plano de atividades específico para o segmento.

A Houston pertence ao grupo econômico do empresário João Claudino Jr., do Piauí, e é a segunda maior fabricante de bicicletas do País. Possui instalações próprias, com 185 mil m² de área total e 11 mil m² construídos, no PIM, onde foram investidos R$ 65 milhões em obras físicas, maquinário e equipamentos industriais. A capacidade total de produção é de 400 mil unidades anuais. Desde janeiro deste ano a empresa produz em Manaus bicicletas com estruturas em aço carbono, alumínio e fibra de carbono das marcas Houston e Audax, esta última correspondendo a produtos de maior valor agregado. As linhas Audax são estas: Mobility (street e off-road iniciante), nos modos Urbana e Campo; Mountain Bike, com os modelos FS, Pro – Auge, Race e Sport; e Road, com os modelos Race e Sport.

A Sense Bike é uma empresa do Grupo Lagoa, sediado em Belo Horizonte (MG) e dirigido por Henrique e Gustavo Ribeiro. O grupo investiu R$ 35 milhões para instalar sua fábrica amazonense em terreno de 17 mil m², com 8 mil m² de área construída, com capacidade de produção de 400 mil bicicletas elétricas e convencionais por ano. A produção de bicicletas elétricas começou julho de 2014 e a de bicicletas convencionais com câmbio, em dezembro daquele ano. As bicicletas elétricas fabricadas pela empresa atendem plenamente às determinações da Resolução Contran nº 465/13. Na sua linha de produtos, entre as bicicletas convencionais está a Extreme, com aro 26’, e a Impact 29, esta com aro 29’. Na linha de elétricas há três modelos: Easy (dobrável, com aro 20’), Breeze (aro 26’) e Wind (aro 26’, mais robusta) – todas com motor de 250 W, bateria de 36 V / 10 Ah, carregador bivolt 110/220 e velocidade máxima de 25 km/h.

A Ox Bike já se encontrava em operação no PIM desde o início desta década e em dezembro de 2014 teve seu controle adquirido pelo grupo Isapa, do empresário Isacco Douek, recebendo investimento adicional de R$ 5 milhões. Produz bicicletas a partir de tecnologia própria em instalações de 5,2 mil m², no Distrito Industrial II do PIM. Suas bicicletas têm estruturas em aço carbono, alumínio e fibra de carbono. Atualmente, a principal linha é a Oggi, de maior valor agregado. Além dela, há as linhas Top Bike e Decathlon. A capacidade instalada permite a produção de 240 mil bicicletas por ano.

A Caloi é a maior fabricante de bicicletas do Brasil e integra o grupo multinacional Dorel. Pelo grupo, também produz em Manaus as bicicletas das marcas GT, Cannondale, Mongoose e Schwinn, além de sua própria linha de produtos.

-Informações e imagens: divulgação-

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