MotoCheck-Up

São Paulo (SP) – Pesquisa realizada durante a 23º edição do MotoCheck-Up, em Belo Horizonte (MG), entre os dias 19 e 21 de setembro, mostrou que, entre os participantes, a maioria (54,6%) nunca se envolveu em acidentes de trânsito e é consciente em relação à importância da utilização de equipamentos de segurança, considerando que todos estavam equipados com capacete, 43,2% com jaqueta, 28,5% com botas, 18,3% com luvas e 2,3% com joelheiras.

Esta edição do evento contou com 2.001 participantes e foi realizada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Guarda Municipal BHTrans, Prefeitura de Belo Horizonte, Polícia Civil e Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG).

A pesquisa mostrou também que a maioria das motocicletas presentes (65%) foi fabricada na atual década, ou seja, entre 2011 e 2018. Das motocicletas que circularam pelo local, a maioria (76,7%) era de baixa cilindrada, ou seja, 38,3% de 150 cm³, 25,3% de 125 cm³ e 13,1% de 160 cm³. Entre as motocicletas de todas as cilindradas, 92,3% tinham freios convencionais, 4% eram equipadas com CBS e 3,7% com ABS.

Desgates

Durante os três dias do MotoCheck-Up foi realizada a vistoria gratuita de 21 itens de segurança das motocicletas dos participantes. Na vistoria, os mecânicos apuraram que o freio traseiro foi o item que mais apresentou desgaste (12,9%), seguido da luz de freio (10,7%). Em terceiro lugar apareceu o freio dianteiro empatado com o pneu traseiro (ambos com 10,2%). O pneu dianteiro ficou em quarto (8,8%), a relação – sistema de transmissão – apareceu em quinto (7,1%), o nível do fluído de freio em sexto (4,7%) e os espelhos em sétimo lugar (4,4%).

Na pesquisa aplicada pela entidade durante o evento foi apurado que 58,6% dos motociclistas são experientes, pois pilotam há mais de 10 anos. Ficou constatado que 89,2% dos condutores de motocicletas usam o veículo para ir e voltar do trabalho e, destes, 38,5% trabalham como motofretistas. Além disso, 52,3% pilotam a motocicleta de 2 a 4 horas por dia, 24,4% de 5 a 8 horas e 23,3% por mais de 8 horas.

O levantamento revelou também que 96,1% dos motociclistas são homens e a faixa etária predominante está entre 31 a 40 anos (37,9%); os que têm de 26 a 30 anos aparecem em seguida, com 19,4%, e os de 41 a 50 anos vêm na sequência (19,1%).

Leia também:
+ Linha Biz versão 2019 com novas cores e grafismos
+ Kawasaki abre pré-venda dos modelos Ninja H2 Standard, Carbon e R 2019
+ NXR160 Bros 2019 tem nova cor branca
+ Royal Enfield Flying Flea. Edição especial global tem 60 unidades para o mercado brasileiro
+ Teste: CB 250F Twister 2019. Versão de entrada com CBS
+ Produção de motocicletas cresce 31,4% em agosto, diz Abraciclo
+ A Honda renovou a CB Twister para 2019 com CBS no modelo de entrada
+ BMW prepara mudanças radicais no modelo 2019 da S 1000RR
+ Harley LiveWire 2019, a nova moto elétrica HD
+ Nova Softail FXDR 114 com característica esportiva

Esta foi a primeira vez que MotoCheck-Up esteve em Belo Horizonte. Criado há 10 anos, o programa já foi realizado em várias cidades do País, como São Paulo (SP), Santos (SP), ABC Paulista, Recife (PE), Brasília (DF), Manaus (AM) e Teresina (PI). Nas 23 edições realizadas, aí incluída a de Belo Horizonte, o evento totalizou a participação de cerca de 50 mil motociclistas.

O programa reúne uma série de ações educativas sem objetivos comerciais ou de marketing. Além de suas motocicletas passarem pela vistoria gratuita dos 21 itens de segurança, os participantes também assistem a uma vídeo-palestra de cerca de 10 minutos sobre pilotagem segura e respeito às regras e normas do trânsito e, em seguida, presenciam uma demonstração prática de frenagem correta.

Ao final do circuito, os motociclistas recebem lanches, brindes e um vale que dá direito à troca de óleo do motor da motocicleta, podendo fazer isso em oficinas de concessionárias do setor no prazo de 30 dias. Para cumprir todo o circuito de atividades do evento o motociclista leva cerca de 25 minutos.

Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, Belo Horizonte foi escolhida para esta edição do MotoCheck-Up devido à evolução e representatividade de sua frota de motocicletas. Dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) mostram que somente no município existem mais de 242 mil unidades emplacadas e em todo o estado de Minas Gerais a frota chega a 2,8 milhões de unidades.

“O objetivo deste programa é contribuir para um trânsito mais seguro. Para tanto, os motociclistas são conscientizados e orientados sobre a necessidade de se praticar uma pilotagem mais segura e realizar a manutenção preventiva de suas motocicletas”, afirma Marcos Fermanian.

-Informações e imagens: divulgação-

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *