Produção de motos segue em queda

A produção de motocicletas, em dezembro do ano passado, registrou queda de 35,2% ante o mesmo mês de 2015. Em dezembro de 2016, foram fabricadas 32.814 motocicletas, ante 50.633 unidades no mesmo período de 2015. A informação foi divulgada hoje (18/01) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Na comparação de dezembro de 2016 com o mês anterior (novembro), quando foram produzidas 70.320, a queda é de 53,3%. Porém, de acordo com a Abraciclo, devem ser consideradas as habituais férias coletivas das fábricas do setor no último mês do ano. Já no acumulado do ano, o setor alcançou o menor patamar desde 2002 – foram produzidas 887.653 motocicletas, 29,7% a menos do que o registrado em 2015 (1.262.708).

As vendas no atacado – para as concessionárias – atingiram 56.155 unidades em dezembro, recuo de 18,9% em relação ao mesmo mês de 2015, com 69.253, e queda de 5,4%, em comparação com novembro (59.372). De janeiro a dezembro foram comercializadas 858.120 motocicletas, 27,9% inferior ao mesmo período de 2015, com 1.189.933.

Na contramão da tendência, as vendas externas somaram 6.402 unidades no 12º mês de 2016, contra 5.944 de dezembro 2015 e 3.957 em novembro, o que representa um crescimento de 7,7% e 61,8%, respectivamente. Entretanto, o desempenho dos últimos meses não foi suficiente para elevar os números. Nos 12 meses do ano passado, foram exportadas 59.022 motocicletas, frente a 69.123 em 2015, correspondendo a uma queda de 14,6%.

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Ainda em dezembro, com base nos licenciamentos* registrados pelo Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), foram emplacadas 80.837 motocicletas, volume 16,9% superior ao apresentado no mês anterior (69.122). Em relação ao mesmo mês de 2015 (107.862), houve queda de 25,1%. No acumulado do ano, a queda foi de 26,5%, passando de 1.224.597 unidades, em 2015, para 899.793, em 2016.

Projeções para 2017

Para 2017, a associação projeta estabilidade dos negócios do segmento de motocicletas, com crescimentos de 2,5% na produção e 57,6% nas exportações, enquanto as vendas no atacado e varejo devem registrar quedas de 3,8% e 1,1%, respectivamente. Em números, a produção, que ficou em 887 mil no ano passado, tem meta de 910 mil em 2017, enquanto no atacado a venda que chegou a 858 mil em 2016 deve ficar no patamar de 825 mil este ano. Já o varejo deve passar dos 899 mil modelos vendidos no ano passado para 890 mil em 2017 enquanto as exportações podem passar de 59 mil em 2016 para 93 mil em 2017.

“O segmento de motocicletas sofreu com as incertezas da política durante todo o ano de 2016. Diante de um mercado mais cauteloso, para 2017, o setor projeta atingir resultados semelhantes ao do ano anterior, mantendo-se estável. Além disso, a realização de eventos, como o Salão Duas Rodas, em novembro, deverá contribuir para estimular os negócios no segundo semestre”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

(*) No varejo, foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.

-Informações e imagens: divulgação-

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