Teste: BMW S 1000 R

São Paulo (SP) – O pacote eletrônico da naked BMW S 1000 R funciona bem. Ficou demonstrado em um bate e fica de um dia entre São Paulo e Curitiba durante os testes do modelo por MotoMovimento. A ideia inicial com a viagem era avaliar a docilidade e o conforto da moto como garante a montadora alemã já que ela é derivada da superesportiva S 1000 RR.

Saindo de São Paulo no início da tarde de uma quinta-feira com tempo bom e apetite pela estrada, a primeira opção dos quatro mapeamentos de potência que a moto modelo Sport oferece foi o Dynamic Pro. É o mapa recomendado pela montadora para uso em pistas de velocidade. O modelo vem de fábrica dois modos de entrega de potência, Road e Rain. O modelo Sport acrescenta o Dynamic Pro, que acompanha o controle de tração (DCT) e a Dynamic que carrega como opcionais suspensão eletrônica semi-ativa DDC, manoplas aquecidas, piscas em LED e spoiler protetor na parte de baixo do quadro pintado na cor da moto. O tanque tem capacidade para 17,5 litros. A reserva é informada aos quatro litros restantes.

A seleção, no motor quatro cilindros em linha, de 999 cc e duplo comando para 16 válvulas, injeção eletrônica redefinida e sistema de escapamento com som esportivo, se apropria prontamente dos 160 cv (30 cavalos menos que a S 1000 RR) a 11.000 rpm e 11,4 kgfm aos 9.250 giros. O motor enche, com respostas rápidas e torque muito expressivo. O controle de tração (DCT) oferece confiança nas retomadas, mas o ABS desliga nesse modo e exige mais atenção nas entradas de curva e paradas bruscas. O sistema de freios conta com disco duplo com 320 mm de diâmetro e pinça radial de quatro pistões na dianteira e disco único de 220 mm de diâmetro com pinça flutuante de um pistão na traseira.

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Na tocada, com o “grito” esportivo do escapamento “empurrando” e a informação da montadora de que a velocidade máxima é de “acima de 200 km/h”, a viagem agrada, mas o consumo de gasolina impressiona. A opção foi passar para a seleção “Dynamic”. Nele, assim como nos outros dois modos, o Rain e o Road, entra em ação o sistema anti-wheeling. O corte de potência evita a maneira fácil como a moto empina quando no Dynamic Pro. Aparentemente o modo Dynamic não tem muita diferença no consumo como o Pro. Isso fica mais evidente no Road, utilizado na parte final da viagem. Em cerca de cinco horas e meia, até chegar a Curitiba, as paradas foram apenas para abastecimento e lanche. O banco bem ajustado e o guidão mais alto deixaram a moto confortável para viagem.

Na sexta-feira, a volta para São Paulo foi marcada por 400 quilômetros de estrada com chuva, praticamente em todo o percurso. Chuva de todos os tipos e intensidades. O modo escolhido, obviamente, foi o “Rain”. A condução fica suave. Colabora para isso a suspensão DDC semi-ativa que lança mão de sensores espalhados pela moto para ajustar a compressão e o retorno do garfo dianteiro invertido e do monoamortecedor traseiro em movimento. Foi um bom momento para escolher a pré-carga da mola que oferece os modos “sozinho”, “bagagem” ou “dois ocupantes” para o ajuste de compressão e retorno macio. Para a garupa, o banco não é dos maiores mas dá para viajar junto.

Com 207 kg em ordem de marcha e peso total permitido de 407 quilos, a S 1000 R tem um designer bastante particular, especialmente a frente. O conjunto ótico bem calibrado para uma moto mil cilindradas agregado ao painel fica apontado para baixo. Parece um nariz que pode causar estranhamento no início mas torna-se amigável na convivência com o modelo.

O câmbio de seis velocidades com sincronizadores e engrenagens de dentes retos utilizados em competições é bastante preciso. O painel da S1000R tem um conta-giros analógico, indicador de marcha, temperaturas, relógio, os indicadores de modos de condução e uma luz espia que pisca rapidamente avisando que a rotação do motor está muito rápida para a engrenagem selecionada. Isso acontece com muita facilidade, assim como ela começar a empinar nas saídas mais “divertidas”. O preço dela no Brasil é de R$ 67.900, na tabela de outubro.

Anexos PDF

Clique AQUI para ler a ficha técnica do modelo

Clique AQUI para a tabela de preços de dezembro de 2014 da montadora no Brasil

Vídeo promocional da BMW S 1000 R

-Imagens: MotoMovimento-
-Vídeo: divulgação-

3 comentários em “Teste: BMW S 1000 R

  1. A BMW tem genética de tradição. Em termos de chuva, uma carenagem faz falta pois além de aerodinâmica, o arrasto do vento é amenizado. E essa BR 116, Régis Bittencourt em seu caminho para Curitiba é uma delícia travá-la com uma moto com essas características; e estilo naked o desafio é maior. Comentei da carenagem por resposta á matéria, no qual narrou sobre o consumo. É que na sinuosidade de seu trajeto, as trocas de marchas e embreagem são bem exigidos (particularmente eu gosto, e com o tato nos freios diant/tras levemente, harmoniza-se piloto x máquina). E pelas características metereológicas, devem ter enfrentado BASTANTE vento. Acertei?

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