Teste: Bonneville T100

Inspirado na cultuada Triumph Bonneville da década de 60, o atual exemplar retrô da inglesa Triumph, a Bonneville T100, é uma moto feita para o prazer dos passeios tanto na cidade quanto na estrada. No teste de MotoMovimento pelas ruas da cidade de São Paulo e estradas locais o modelo mostrou-se estável, silencioso, de comportamento tranquilo e obediente aos comandos do piloto.

A Triumph respeitou bastante o design original da época que pretende retratar. É claro que isso tem consequências. O perfil baixo do modelo (a altura do assento é de 775 mm do chão), banco reto e espelhos retrovisores redondos com visão restrita são coisas que os motociclistas mais antigos gostaram de ver passar no desenvolvimento de novas motos, peças e acessórios. Mas o estilo retrô não existiria sem esses elementos. O banco, no entanto, é bastante confortável, tanto para o piloto quando para o garupa.

Até carburadores dominam o topo do motor, falso, é verdade. Assim como os tubos da haste de comando do balancim. As peças somente escondem o motor de 865 cc, com cilindros paralelos, injeção eletrônica e 68 cv de potência para um peso seco de 230 quilos. Mas o afogador para partida a frio está lá e funciona… O tanque tem capacidade para 16 litros com médios 20 Km/l na mistura estrada e cidade.

A T100 apresenta detalhes reais da década de 1960 como os silenciadores Peashooter. São bonitos para quem gosta do estilo, mas ficam muito próximos do calcanhar do piloto na troca de marchas A bota marca de borracha constantemente o trecho próximo do câmbio. O modelo conta ainda com lembranças como coifas de borracha no garfo e joelheiras. O modelo avaliado veio com mata-cachorro e suporte para bagagem cromado.

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O velocímetro e o contador de giros são distintos e analógicos. Já o relógio e o indicador de informações de percurso são digitais e instalados em uma pequena janela no velocímetro. Bastante simples como convém ao estilo.

As rodas de aço raiadas com 19 polegadas e pneu Metzeler Lasertec 100/90 na frente e 17 polegadas atrás calçados com Metzeler ME Z2 130/80 dão boa e verdadeira sensação e segurança nas estradas e no ambiente urbano. O garfos dianteiros tem curso de de 41 mm. Na traseira os clássicos duplos amortecedores traseiros cromados. São firmes mas, na cidade, copiam bastante o asfalto.

A linha 2015 da Triumph Bonneville T100 conta duas novas opções de cores: preto com laranja (Intense Orange/Jet Black) e azul com preto (Caspian Blue/Jet Black). As duas cores anteriores – branco com dourado (Fusion White/Aurum Gold) e preto com cereja (Jet Black/Cranberry Red) também continuam disponíveis na linha 2015.

A moto custa R$ 32.490. Até o próximo dia 30 deste junho, a montadora tem uma promoção para o modelo por R$29.990 nas compras à vista.

Clique AQUI para abrir o PDF com a ficha técnica do modelo

-Imagens: MotoMovimento-

2 comentários em “Teste: Bonneville T100

  1. Prezado (a) repórter, favor corrigir o erro no início do segundo parágrafo.
    “designer”= É o profissional que trabalha com Design de produtos manufaturados ou mídia, por exemplo.
    O correto nesse caso é usar a palavra “design” que é um substantivo.
    Quanto a Bonneville, falta a Triumph trazer as outras variantes da Bonnie e incorporar definitivamente o sistema de frenagem ABS.

  2. Triumph sempre procurou se destacar apresentando motos com belo “designer”.e para fazer delas boa publicidade, em qualquer evento ou filmagens, sempre disponibilizava um modelo. Mas não é o que atualmente ocorre no Rio-RJ com os novos modelos
    “O Selvagem”, filme estrelado por Marlon Brando, onde aparece montado numa Thunderbird dos anos 50, foi produzido em fins de 1953 e só chegou ao Brasil em 1955.
    No meu livro ” Motociclistas Invencíveis ” coloco ter sido esse o filme que me inspirou ir de moto estradas de terra afora visitando vários estados do Brasil.
    Até hoje a fábrica apresenta novidades, porém conservando o estilo clássico. Assim como a Royal Enfield; e a famosa “lenda” Norton Dominator, atualmente Commando.

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