Teste: Speed Triple 1050

São Paulo (SP) – Naquele contato “íntimo” para uma observação prolongada da imponente Speed Triple 1050 antes de acelerar, um detalhe chama a atenção: o bico para a calibragem dos pneus é voltado para fora da roda. Só entende esse olhar quem calibra os pneus da moto com receio de que o frentista risque as rodas no procedimento. A Triumph tem especial atenção ao acabamento nos detalhes da moto que atrai os olhares de motociclistas ou não nas ruas e estradas.

MotoMovimento percorreu cerca de 500 quilômetros com a moto no trânsito da cidade de São Paulo e em trechos de serra do Circuito das Águas Paulista. O motor três cilindros de 1.050 cc e 135 cv a 9400 rpm e torque de 11,32 kgf.m a 7750 rpm dá uma sensação diferente da motorização quatro cilindros em linha, além do som. O três cilindros é mais “solto”. Quando o piloto dá a mão ele abre e parece que vai mais livre. É empolgante. A motorização da 1050 também tem um consumo de combustível muito parecido com as nakeds 600/650 cc. O tanque tem capacidade para 17,5 litros e o peso com o tanque cheio é de 214 quilos.

O modelo conta com sistema de freios ABS de série. A linha de pneus Metzeler Racetec K3 Interact equipa a Speed Triple. Medem 120/70 na frente e 190/70 atrás. Tem aderência ao solo mas dura, no máximo, cinco mil quilômetros, dependendo da tocada.

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O assento fica a 820 mm de altura do solo. É confortável mas joga um pouco para a frente quando a pilotagem é mais esportiva. E depois de duas horas acelerando, a bunda começa a reclamar. A linha de acessórios tem assento em gel, que deve ajudar em percursos mais longos. A posição de pilotagem é esportiva com conforto o que ajuda nas longas distâncias. As suspensões Showa, invertida ajustável na frente e monoshock atrás também proporcionam boa experiência nas curvas. O sistema de freios é Brembo com ABS bem calibrado para moto mil cilindradas.

O painel de instrumentos oferece diversas informações como velocímetro digital, medidor de combustível, computador de bordo, tacômetro analógico, cronômetro digital, cronômetro de volta, luzes de mudança de marchas programáveis e tela de exibição do intervalo de manutenção. Não tem indicador de marcha. Tem ainda imobilizador codificado por chave.

A motocicleta tem três opções de cores: Branco Crystal, Preto Phantom e Azul Matt Caspian. O preço sugerido é de R$ 43.990, na tabela de setembro de 2014.

Check list do Daniel

Vibração e ruído do motor: Sem vibração, ruído baixo mas esquenta as pernas no trânsito pesado
Conjunto ótico: Ponto forte. Bem dimensionado e boa amplitude de iluminação
Retrovisores: Poderiam ser um pouco maiores
Guidom: Firme, amplo e eficiente
Caixa de câmbio: Precisa
Painel de instrumentos: Velocímetro digital, medidor de combustível, computador de bordo, tacômetro analógico, contador de voltas, luzes programáveis de mudança de marcha, mostrador dos intervalos de manutenção, sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS). Falta um indicador de marcha
Relação final: Corrente
Escape: Nenhum som
Garupa: A moto está mais para monoposto

-Imagens: MotoMovimento-

5 comentários em “Teste: Speed Triple 1050

  1. Achei que reportagem poderia ser mais completa. Rodaram 500 quilômetros com a moto e os detalhes como vibração e ruído do motor, conjunto ótico, retrovisores, guidom, caixa de câmbio, painel de instrumentos, relação final, escape. O teste deveria conter também um trecho com garupa….enfim uma serie de detalhes que são fundamentais ficaram de fora.

  2. Imagino que tenha qualidades de uma ducati bicilindrica esporte só que com mais força e torque, e menos brutalidade de uma quatro cilindros, só que com melhor conjunto em curvas, menos estúpido. Tô louco pra ouvir o ronco nas aceleradas, acho lindo das speed triple 675.

  3. O que empolga na moto é exatamente esse progressividade do motor em saídas de curva, parece que está rodando sobre trilhos, o guidão alto e largo deixa as manobras bem leves e a posição de pilotagem é excelente!
    Se quiser emoção gire o acelerador com vontade e vai a pontar a roda dianteira pra cima de imediato.
    Gostaria que os escapes fossem como da 675.
    A z1000 é mais forte porém menos controlável em curvas..

  4. A moto tem credenciais para ser TOP. Porém quando a pilotei confesso que dei uma “broxada”. Não tem a “patada” de uma naked mil como deveria … é muito progressiva. Para isso melhor ir de ST3. Quem já pilotou uma Z1000 sabe do que estou falando. Por fim, a Triumph deve dar um upgrade nela logo… esses escapes embaixo do banco é coisa da década passada. No mais, uma excelente moto!

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