Teste: Honda Biz 110i

Com injeção eletrônica e um pouco mais de potência, a moto essencialmente urbana Honda Biz 110i ficou mais eficiente no trânsito. MotoMovimento avaliou o modelo nas ruas de São Paulo. Com motor monocilíndrico de 8,3 cv a 7.250 rpm e torque máximo de 0,89 kgfm a 5.500 rpm, a motocicleta enfrenta bem os congestionamentos e atravessa com agilidade os corredores mais apertados. O modelo tem preço sugerido de R$ 7.090. A antiga Biz 100, carburada, custava R$ 6.006.

Chama a atenção a possibilidade do modelo fazer até 40 km com um litro de gasolina em um tanque de capacidade máxima de 5,1 litros. Uma autonomia teórica de 200 quilômetros. Os cálculos, no entanto, dependem da pilotagem mais ou menos agressiva no acelerador.

É uma moto pequena e básica. Com 1.891 mm de comprimento, 730 mm de largura e 1.087 mm de altura, não apresentou desconforto para o piloto do teste com 1,87m de altura e cerca de 100 quilos. O banco grande com textura rígida ajuda. Mas o conjunto de suspensões simples com garfo telescópico na dianteira de curso de 100mm e dois amortecedores com 86mm de curso na traseira, sem regulagem de pré-carga da mola, reflete perfeitamente quaisquer imperfeições das ruas e avenidas.

Sem os líquidos, a moto tem peso seco de somente 99 quilos e a capacidade máxima de carga com a soma dos pesos do piloto, passageiro, bagagem e acessórios não deve ultrapassar os 160 quilos.

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O sistema de freios é a tambor, com 130 mm de diâmetro na frente e 110 mm atrás. Deveria ter pelo menos um disco simples na frente oferecendo um pouco mais de segurança nas frenagens bruscas.

O câmbio é o modelo rotativo com quatro marchas e embreagem centrífuga automática, que elimina o manete. Esse sistema é “bruto”. Ele “trava” a roda traseira nas reduções velocidades acima do recomendado pela fábrica nas trocas de marcha. É preciso se acostumar com o sistema para utilizá-lo com mais precisão nas trocas e reduções das quatro marchas.

Para subir da primeira para a segunda marcha a indicação da montadora é de até 25 km/h. Da segunda para a terceira de até 50 km/h e para a quarta e última até 100 km/h. Nas reduções em movimento as velocidades máximas recomendadas são: da quarta para terceira 85 km/h ou menor, da terceira para a segunda 55 km/h ou menor e da segunda para a primeira de 30 km/h ou menor.

O porta-objetos sob o assento tem capacidade para até dez litros ou um capacete fechado, carteira e óculos. No painel, hodômetro, marcador e combustível e velocímetro analógicos além das indicações luminosas para neutro, setas, farol alto e Indicador de falha do PGM-FI.

Clique AQUI para um PDF com as características técnicas do modelo

-Imagens: MotoMovimento-

Um comentário em “Teste: Honda Biz 110i

  1. Tenho uma Biz 125cc plus e uma CBR 1000RR e
    gostaria de saber dos fabricantes, porque as motocicletas de baixa cilindradas, indicadas para uso urbano mas, que também são utilizadas em BAs e BRs de nosso país, ainda saem de fábrica sem um dispositivo de grande importância para o uso diário como o pisca alerta?

    COMO ALERTAR PARA QUEM VEM ATRAS AO PARAR NUMA FAIXA DE PEDESTRES?
    DIANTE DE UM ACIDENTE NA PISTA, À FRENTE, COMO INDICAR O PERIGO PARA OS DEMAIS?
    JÁ QUE NÃO TEM O FAMOSO TRIÂNGULO, COMO INFORMAR UMA PANE NA ESTRADA?
    No canal youtube, encontra-se um enorme número de vídeos amadores instruindo como instalar o referido. Acredite; apenas um pedaço de fio de 15 cm, um botão ON OFF e um relê mais potente, pronto, tá instalado.

    A final, para que serve o Pisca alerta?

    Outra que não achei explicação:
    A minha Honda CBR 2010/11 sai de fábrica sem marcador de combustível e as concorrentes também, porque?

    Mano Barreto – Motociclista
    Ilha de Itaparica – Bahia – Brasil

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