Teste: Honda CB 1000R Barracuda

O grafismo da Honda CB 1000R Barracuda é o toque de inspiração esportiva que faz falta no modelo Naked de comportamento impaciente na cidade e livre na estrada. A moto, que reúne o motor derivado e amansado da superesportiva CBR 1000 e pilotagem sem sustos, passou por teste de MotoMovimento em cerca de 600 quilômetros em ruas da cidade de São Paulo e estradas do Estado.

As sensações na pilotagem da 1000R são determinadas simplesmente por características técnicas específicas do modelo, como acontece em quaisquer outras motos. Nas ruas de São Paulo, a agilidade é proveniente de soluções da montadora justamente para deixar o veículo mais leve e obediente nas mudanças rápidas de direção. Isso, em grande parte, pelo deslocamento do centro de gravidade da Naked para baixo do modelo.

O centro de gravidade é o ponto zero de alinhamento entre a altura e comprimento da motocicleta para onde todas as forças convergem. Quanto mais para baixo esse centro é deslocado, mais equilibrada fica a motocicleta. Não tem melhor para andar no trânsito pesado das cidade mesmo a moto medindo 2.105 mm de comprimento, 805 mm de largura a 1.095 de altura.

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Mas o motor de alto giro DOHC, quatro cilindros, 4 tempos, refrigeração líquida, 998,3 cc, 125,1 cv a 10.000 rpm de potência máxima e 10,1 kgf.m a 7.750 rpm de torque máximo não ajuda muito nesse caso. Esquenta muito, inclusive, as pernas do garupa. Na estrada esquenta menos, mas esquenta.

Motor potente de moto como a CB 1000R – que pesa 208 kg a seco com C-ABS – tem uma característica que desconforta a pilotagem urbana. Somente soltando a embreagem em primeira marcha sem acelerar a moto já chega a 15 km/h ou até 17 km/h. Como se frear a moto morre, a saída é ficar controlando essa “impaciência” de movimento para frente na embreagem para não atropelar outros veículos. Outro ponto nesse movimento é que a moto é relativamente alta – com banco a 825 mm do solo -, o que não ajuda pilotos mais baixos no trânsito.

Estradas

Com transmissão por corrente em seis marchas, a CB 1000R oferece conforto e esportividade nas estradas. As retomadas em sexta marcha, mas em velocidades baixas, é uma grata surpresa. O centro de gravidade baixo, aqui, também é eficaz nas curvas, principalmente nas sequenciais e fechadas das estradas das serras.

O modelo tem velocidade máxima ao redor de 250 Km/h quando chega no corte de giro do motor. Nesse ritmo a autonomia cai bastante mas, na média, chegou a fazer 16 Km/l na cidade e menos de 14 km/l nas rodovias. O tanque tem capacidade para 17 litros.

Os freios, como em todas as motos de alta cilindrada, são bem eficientes com duplos discos dianteiros de 310 mm e 256 mm no único disco traseiro. O pneu dianteiro tem medidas 120/70 17 e o traseiro 180/55 17.

Preços

Os preços públicos sugeridos, base São Paulo, para pagamento à vista, sem incluir despesas com frete e seguro são: R$ 45.006 para o modelo em branco e preto, R$ 46.079 o tricolor e R$ 46.590 somente em vermelho.

Clique AQUI para abrir um PDF com especificações técnicas do modelo

-Imagens: MotoMovimento-

4 comentários em “Teste: Honda CB 1000R Barracuda

  1. Fiz o teste antes de comprar a minha Yamaha Mt09, achei ela uma boa moto, mas apenas 125 cv??? Por R$ 45.000,00?? è dinheiro jogado fora. Observem nas chaves de seta e outros acabamentos…são iguais da Honda Titan…é mole. Acho que a Honda peca neste tipo de coisa simples. Não gostei. Ainda aguardo a Yamaha Mt10 que esta por vir com 162 cv. Motor da R1 amansado. A própria MT09 põe esta Cb no bolso. Péssima compra.

  2. As nuas continuam arrasando, junto com as trails.
    Voltando de Praia Grande no dia 02/01, ví XT e diversas nuas aos montes. Bandits, XJ era praga, ER6n, Hornet, Triumph e até uma KTM das novas. XT 660 parecia 125cc, o tempo todo.
    Tirando as CBs 450, achei que veria mais nuas antigas rodando na Imigrantes, mas furou.

  3. Em relação a CB 1000R e problema e ser ousado demais
    nas estradas e ser um paciente no hospital !!
    “A velocidade que emociona e a mesma que mata”

  4. Sou proprietário de uma CB 1000 R 2.011/12 – A moto é realmente muito boa, tenho um problema insolúvel com a minha que é a autonomia, já levei na concessionária com supervisão da Fabrica, mas não resolveram o problema. Ela tem pane seca com 3 a 4 litros no tanque, com isso a autonomia dela fica pequena.

    Agora está na hora da Honda melhorar essa moto com alguns itens:

    Indicador de Marchas
    Computador de bordo
    Controle de tração
    e a questão do tanque, mudem o tanque o sugador ou pescador não atinge as partes baixas dele, por isso o motivo das panes secas.

    As concorrentes estão na frente, muito embora a CB 1000 R, vende o dobro das concorrentes, mas isso não justifica o atraso. (time que está ganhando as vezes precisa de mudança). Quero trocar uma por outra, mas não por causa de cor.

    A minha está com 38.000km e nunca deu um problema.

    Dona Honda, não quero mudar de marca.

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