Teste: Honda PCX 150

Rodar com o Honda PCX 150 2016 pelas ruas e avenidas de São Paulo, apesar do trânsito caótico e asfalto com muitos trechos degradados, é uma experiência relaxante. É o resultado característico dos modelos de scooter feitos para o ambiente urbano, com posição de pilotagem ereta, banco largo, pés plantados no piso central e braços repousados segurando o guidão.

Na cidade, o motor do modelo tem respostas rápidas do acelerador chegando facilmente aos 60 km/h. Em São Paulo, onde as velocidades não excedem atualmente aos 50 km/h nas avenidas e 40 km/h nas vias secundárias, é suficiente para uma boa condução urbana. Sua configuração é monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a líquido com 149,3 cc que oferece potência máxima de 13,1 cv a 8.500 rpm e torque máximo 1,36 kgf.m a 5.000 rpm em um peso seco 125 kg e capacidade do tanque de até oito litros.

Na estrada, o scooter até que foi valente mas não chegou a 120 km/h na descida, com o acelerador totalmente aberto e motor cortando já a partir dos 110 km/h. Com as 149,3 cilindradas, o modelo perde velocidade na subida e não oferece o recurso de reduzir marchas para tentar aumentar a aceleração logo depois. O sistema de transmissão é o automática continuamente variável (CVT) que dispensa a troca de marchas, inclusive o manete de embreagem. No local da embreagem está instalado o manete do freio dianteiro que forma o sistema de freios CBS (Combined Brake System), tecnologia que distribui parte da força aplicada ao freio traseiro para o dianteiro.

Em cerca de 300 quilômetros do teste de MotoMovimento divididos entre cidade e estradas, o consumo do scooter ficou, em média, em 36 km/l. O gasto de combustível foi maior, obviamente, nas rodovias, com aceleração praticamente plena constante. No ambiente urbano o sistema Idling Stop que desliga o motor nas paradas rápidas e o religa com um toque no acelerador ajuda bastante na redução de consumo.

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Comum aos modelos de scooter, o PCX também tem um espaço sob o banco para guardar pequenos objetos e um capacete fechado. Utilizar esse recurso por alguns minutos apenas não vale a pena já que o capacete volta para a cabeça com a mesma temperatura quente do motor que ficou próximo dentro do banco.

Lançado no Brasil em 2013, o PCX 150 recebeu alterações para o modelo 2016 avaliado por MotoMovimento. Entre as principais mudanças estão o novo desenho da parte frontal e o conjunto de iluminação dianteira e traseira em LEDs. Também foram trocados os amortecedores traseiros que incomodavam os clientes da marca com batidas secas no final de curso. Mesmo com a alteração, o scooter pula muito em trechos de ruas e avenidas esburacadas ou remendadas e desniveladas da cidade de São Paulo.

Atualmente, os preços sugeridos pela montadora para suas concessionárias no Brasil, sem frete e seguro, são de R$ 10.814 para os modelos nas cores cinza metálico e preto metálico e R$ 11.234 para a cor predominante branco fosco.

-Imagens: MotoMovimento-

3 comentários em “Teste: Honda PCX 150

  1. Independentemente dela ser feita essencialmente para a cidade, esta Scooter não tem autonomia de fazer percursos em estrada diariamente com velocidade média de 90 a 100km/ph?, cerca de 140 km por dia entre ida e volta?

  2. Uma correção: No lugar no manete da embreagem está localizado o manete do freio traseiro e/ou combinado. O freio dianteiro está no lado direito.

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