Teste: Honda XRE 300 Rally

Com natural vocação off road, a trail Honda XRE 300 Rally é uma moto perfeita para a cidade. Muito pelo conjunto de suspensões projetado para enfrentar percursos fora de estrada menos agressivos o que, por si só, já é uma grande vantagem nas vias esburacadas dos ambientes urbanos. É, também, um modelo com ciclística ágil e posição ereta confortável de pilotagem com braços relaxados em um guidão largo e baixo. MotoMovimento avaliou a versão 2016 em pouco mais de 400 quilômetros de ruas e estradas asfaltadas e de terra. O modelo avaliado, com C-ABS de fábrica, tem preço sugerido no momento de R$ 17.750.

No teste, com uso misto de gasolina e etanol, o consumo médio da motocicleta variou entre 23 e 25 quilômetros por litro de combustível em um tanque capaz de armazenar até 13,8 litros. Na estrada, vai bem a 120 km/h podendo chegar até ao limite de 145 km/h. O motor DOHC, monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar, 291,6 cc com injeção eletrônica PGM-FI rende 25,4 cv a 7.500 rpm com torque de 2,76 kgf.m a 6.000 rpm no uso exclusivo da gasolina e 25,6 cv e o torque de 2,8 kgf.m somente com etanol.

O câmbio, de cinco marchas na transmissão final por corrente, fica devendo aquela sexta engrenagem que solta a motocicleta na estrada. Já os pneus de uso misto, Metzeler, bons para andar no todo-terreno, geram ruído mais ou menos alto dependendo da granulação do asfalto, mais compacto ou não. A moto tem rodas raiadas de 21 polegadas na frente com 90/90 e 18 polegadas atrás, calçada com 120/80, ambos com câmara.

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No conforto, o banco em dois níveis é largo e com textura firme que ajuda bastante a manter-se na moto por longos períodos, tanto na cidade quanto na estrada. O banco largo não atrapalha, mas não facilita as manobras off road. A suspensão é composta por garfo dianteiro telescópico com 245 mm de curso, sem ajuste, e traseiro tipo Pro-link monoamortecido com curso de 225 mm a ajuste de pré-carga da mola. A dianteira afunda bastante na frenagem mais forte mesmo com o sistema de distribuição de frenagem entre as duas rodas. O sistema de freios tem disco de 256 mm, com pinça de três pistões na frente e o disco de 220 mm, com pinça de um pistão atrás. O ABS também funciona bem no fora de estrada ou pisos de pouca aderência.

A XRE 300 é alta. Tem 2.171 de comprimento, 838 largura e 181 mm de altura. A distância do solo é de 259 mm e o peso seco do modelo com ABS é de 153 kg. A capacidade máxima de carga é de 155 kg para o conjunto piloto, passageiro, bagagem e acessórios. O painel de instrumentos do tipo blackout é melhor para a visualização que o comum. No blackout, o fundo é preto e as informações em branco. Tem velocidade, nível de combustível, tacômetro, hodômetro total e parcial, além das luzes de avisos, espia e indicação de direção.

-Imagens: MotoMovimento-

4 comentários em “Teste: Honda XRE 300 Rally

  1. Infelizmente fui sorteado com uma XRE 300 – 2015, ótima até os 11000Km, depois disto, só desgosto, cabeçote c/trinca, óleo vazando na junta, oficina, oficina, oficina. Honda, somente de 160cc para baixo. Deveria ter seguido conselho dos mais experientes, comprado a concorrente com diapasão 250cc.

  2. Vocês estão alogiando a tal xre300 que tem dado muita dor de cabeça nos proprietário eu sou uma vítima dessa tenho uma 2011 completa,ja fui sorteado no tal de cabeçote trincar,o que vocês min falam sobre essa nova ,continua com o mesmo b.o que vocês nunca resolve!

    1. Eu tive uma 2014 já com o novo cabeçote de vela fina e rodei 35000 km sem nenhum problema, só tenho a elogiar, mas sei que as anteriores a 2014 trincavam mesmo o cabeçote próximo aos 20000km.

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