Teste KTM Duke 390

Com 375 cm³ e potência de 44 cv a 9.500 rpm não dá para dizer, claro, que a KTM Duke 390 transmita para o piloto aquela sensação da motovelocidade. Mas, com preço definido em R$ 21.990, o modelo tem diversas soluções, materiais e peças que permitem uma pilotagem bem esportiva e principalmente divertida. MotoMovimento participou do teste para a imprensa especializada no Kartódromo Internacional de Nova Odessa, interior de São Paulo. A KTM também anunciou no evento que traz para o Brasil, em setembro, a 200 Duke.

Entre as características que conferem à moto esportividade, como determina a filosofia de criação e produção da KTM, estão o quadro em treliça e subquadro em aço e o braço oscilante em treliça fundida em alumínio. Pneus radiais Pirelli Diablo Rosso II 110/70 na dianteira e 150/60 na traseira e o conjunto de amortecimento formado por garfos dianteiros com amortecedor WP 43 USD e 150 mm de curso e WP monochoque também de 150 milímetros de curso na traseira completam o conjunto. O torque do motor monocilíndrico de quatro tempos de 35 Nm a 7.250 rpm ainda vem muito rápido e integral na primeira das seis marchas do modelo.

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O sistema de freios ABS, que pode ser desligado somente com a moto parada, também colabora para a diversão de pilotagem da 390 Duke. Desenvolvido pela italiana Brembo, conta com disco de 330 mm na frente e 230 atrás. Seus 150 quilos completamente abastecida são decisivos para o comportamento da moto nas curvas. Leve, o modelo segue com presteza a direção determinada pelo piloto.

O painel é pequeno e com muita informação acumulada. Isso dificulta a visualização, principalmente em movimento. Conta com velocímetro digital em estilo analógico, luz de ABS, tacômetro, hodômetro, indicador de marcha e medidor de consumo de combustível. O banco bipartido, tem, segundo a fábrica, tecido antiderrapante. No kartódromo, com calça em cordura, escorregou.

Dinheiro

O diretor executivo da KTM do Brasil Paulo Alegria, disse que espera vender pelo menos 850 motos no País até o final deste ano, com o início das vendas agora. De acordo com ele, a previsão é de colocar no mercado 600 modelos 200 Duke, que ainda não tem preço divulgado, e 250 da 390 Duke. Pelo que analisa Alegria, a estratégia da KTM no Brasil é “comer pelas beiradas”. Como aqui no Brasil as pequenas e médias esportivas estão nas faixas de 250, 300 e 500 cc, a opção é ser a “entrada” com a 200 e o meio termo entre as 300 e 500. Como está, a 390 Duke deve fazer sucesso entre motociclistas de grandes centros urbanos brasileiros.

-Imagens: divulgação-

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