Teste: Roadster BMW G 310R

Entre as muitas abordagens durante o teste de MotoMovimento da nova Roadster BMW G 310R, na cidade de São Paulo, a principal pergunta foi se o modelo “anda bem”. A resposta foi a mesma, sempre: “anda como uma 300 cilindradas”. A curiosidade sobre o desempenho da moto reflete a expectativa do consumidor sobre a marca BMW e seu primeiro modelo de média cilindrada, no Brasil. Para absorver o “imaginário” do consumidor sobre motores BMW para além do desempenho, a Motorrad aposta na sofisticação e agilidade da 310R.

Nos freios, a marca italiana Brembo BYBRE para motos de média e baixa cilindrada, ABS – que não pode ser desligado -, nas duas rodas (dois canais) e flexíveis Aerokip. Na dianteira, monodisco com pinça fixa de quatro pistões e disco de 300 mm de diâmetro. Na traseira, uma pinça flutuante de dois pistões com disco de 240 mm de diâmetro. Mais do que suficientes para a moto tanto na cidade quanto na estrada.

Nas suspensões, dianteira com garfo telescópico invertido -mais eficiente para manter a roda da frente no chão e estável nas curvas que a não invertida-, com tubos de 41 mm de diâmetro e 141 mm de curso. Já o monoamortecedor traseiro fixado na balança de alumínio tem curso de 131 mm com pré-carga da mola ajustável em 10 posições. A posição de fábrica (zero), mais macia, deixa a moto confortável para o uso na cidade. Com regulagens mais firmes, ficou divertida nas curvas das serras que interligam cidades do Circuito das Águas de São Paulo.

O motor de 313cc tem inclinação do cilindro para trás e cabeçote rotacionado em ângulo de 180º. Isso, segundo a montadora, reduz o centro de gravidade e o afasta em relação à roda dianteira. A configuração do motor produziu distância entre-eixos menor, de 1.366mm, que deixa a moto bastante ágil na condução na cidade com mudanças de direção rápidas e leves.

Com 4 válvulas, comando duplo no cabeçote e arrefecimento líquido, o motor tem potência máxima 34,47 cv a 9.200 rpm e torque máximo 2,85 kgf.m a 7.500 rpm. Com câmbio de seis marchas, o modelo chegou a 147 km/h com o motor vibrando bastante com reflexos inclusive nos espelhos retrovisores, produzindo imagens borradas. A vibração começa a aparecer aos 7.500 giros a 120 km/h. No consumo, registrou média de 26 km/l em pouco mais de 500 quilômetros do teste, 300 deles em rodovias.

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A posição de pilotagem é confortável com braços semiflexionados no guidão largo e pedaleiras um pouco recuadas. O guidão largo às vezes dificulta na pilotagem nos corredores. Envolvente, o banco a 785mm do solo garante conforto em até três horas de uso contínuo em estradas. Para garupa, o espaço é pequeno. Tem rodas de liga-leve de 17 polegadas, com pneus de perfil esportivo sem câmara. O peso, leve, é de 158,5 kg em ordem de marcha e a capacidade de carga é alta, de 345 kg.

O painel de instrumentos 100% digital em display de cristal líquido (LCD) conta com indicador de marcha, consumo instantâneo e médio, data, hora entre outras funções. Tem lanterna traseira de LED e farol dianteiro com lâmpada.

Em um segmento de mercado com fortes concorrentes como Honda e Yamaha, a estratégia da montadora alemã para a Roadster projeta vendas de qualidade e não de quantidade. Assim, a G 310R tem preço público sugerido de R$ 21.900 nas cores branco, preto e azul. Hoje, a branca com grafismos em azul e vermelho, paleta preferencial nas esportivas da marca, tem fila de espera.

Clique AQUI para o PDF com especificações técnicas do modelo

-Informações e imagens: Divulgação/MotoMovimento-

3 comentários em “Teste: Roadster BMW G 310R

  1. KKKKKkkkkkk… Fila para adquirir uma… Só doido mesmo… Desempenho pifio… uma Twister 250 bem ajustada, com uma leve apimentada (comando/cabura/escape) anda na frete… por esse valor, sou mais uma Duke390, uma Ninja 300 seminova, ou mesmo MT03 seminova.. muito mais moto e sobra grana… Compra isso ai, da 2 anos, nao vende nem por 15 mil… Só louco paga 21+frete+ emplacamento numa 300 de 1 cilindro… kkkkkkk

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