Teste: Royal Enfield Classic 500

São Paulo (SP) – A Royal Enfield Classic 500 é moto simples, robusta, econômica e fácil de pilotar, que chama a atenção com estilo de motos britânicas pós-guerra anos 50. Em movimento, o motor OHV de um cilindro, quatro tempos, refrigerado a ar, vibra intensamente nos pedais e guidão, o que afeta também os espelhos retrovisores. O banco formato selim, montado sobre duas molas reguláveis, é confortável mesmo em piso irregular. O conforto do banco foi o principal motivo de, no teste MotoMovimento, percorrer cerca de 300 km de rodovias e curvas de serras asfaltadas ininterruptos, dos 800 km de avaliação realizada também em cidades.

Com 499 cc, potência máxima de 27.2 cv a 5.250 rpm e torque máximo de 4,2 kgf.m a 4.000 rpm, o motor da moto é o mesmo que foi feito para o mercado indiano: sem retomadas e velocidade final, mas com torque suficiente para enfrentar caminhos difíceis, longos e com logística de manutenção restrita. Tem peso de 190 Kg (com 90% de combustível e lubrificantes), em chassi tubular de aço e motor como parte da estrutura e câmbio de cinco marchas.

Para chegar a pouco mais de 130 km/h nas estradas, praticamente a velocidade final do modelo, é preciso manter aceleração total. Nesses momentos, no maior nível de vibração do conjunto, o consumo varia entre 20 e 23 km/l. Na cidade ou em aceleração amena chega a até 33 km/l, principalmente na cidade. A capacidade do tanque é de até 13,5 litros. Ainda na velocidade alta, a frente fica bastante leve com oscilações ao passar por sérios desníveis no asfalto.

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Nas novas tecnologias, a Classic 500 conta com ABS, alimentação por injeção eletrônica de combustível e partida elétrica, sem deixar de lado o pedal. Na simplicidade, o painel não tem conta-giro, o velocímetro e hodômetro (somente total) são analógicos e o marcador de combustível é luminoso. Quando começa a piscar, o tanque está com três litros. Quando a indicação permanece acesa resta somente um litro de gasolina. O alerta do sistema de injeção de combustível também é luminoso. A suspensão traseira tem dois amortecedores a gás, com ajuste de pré-carga e curso de 80 mm, que não afeta o desempenho nas curvas de serra sem grandes inclinações.

A estética é o forte no modelo. A versão Chrome avaliada por MotoMovimento, tem cromados bem aplicados nos para-lamas, tanque, tampas laterais, protetor do escapamento e diversas outras peças como o arremate do farol. Espelha praticamente todo o ambiente do caminho. É o que mais chama a atenção na moto que, por várias vezes, foi confundida com um modelo antigo restaurado. O preço público sugerido no momento é a partir de R$ 21.900, válido somente para o Estado de São Paulo, que tem a única concessionária da marca, localizada na cidade de São Paulo.

Ficha técnica

Motor
– 1 cilindro, 4 tempos, refrigerado a ar, OHV
– Capacidade: 499 cc
– Diâmetro x Curso: 84 mm x 90 mm
– Taxa de compressão: 8.5:1
– Potência máxima: 27.2 cv @ 5250 rpm
– Torque máximo: 4,2 kgf.m @ 4000 rpm
– Sistema de ignição: ignição eletrônica digital
– Embreagem: multidisco em banho de óleo
– Câmbio: 5 marchas
– Lubrificação: cárter úmido
– Óleo lubrificante: 15W 50 API, SL Grade&Above, JASO MA
– Alimentação: injeção eletrônica de combustível
– Filtro de ar: elemento filtrante de papel
– Partida: elétrica e pedal

Chassi e suspensões
– Chassi: tubular de aço com o motor fazendo parte da estrutura
– Suspensão dianteira: garfo telescópico com tubos de 35 mm, curso de 130 mm
– Suspensão traseira: dois amortecedores a gás, ajuste de pré-carga, curso de 80 mm

Dimensões
– Distância entre eixos: 1360 mm
– Distância livre do solo: 135 mm
– Comprimento: 2140 mm
– Largura: 790 mm
– Altura: 1090 mm
– Altura do assento: 800 mm
– Peso: 190 Kg (90% combustível e lubrificante)
– Capacidade do tanque: 13.5 litros

Pneus e freios
– Pneus dianteiros: 90/90 – 19′
– Pneus traseiros: 110/80 – 18′
– Freio dianteiro: disco único de 280 mm, pinça com 2 pistões
– Freio traseiro: disco único de 153mm

Elétrica
– Sistema elétrico: 12 volt – CD
– Bateria: 12 volt, 14 Ah
– Farol: 60/55W – halógena
– Lanterna traseira: 21W/5W

-Informações e imagens: MotoMovimento-

4 comentários em “Teste: Royal Enfield Classic 500

  1. Belíssima e ótima moto. Comprei uma Classic 500 preta e recomendo a todos os interessados. Manutenção simples, muito torque e econômica.

  2. Gratíssimo a vocês que sempre estão enviando as novidades do Mundo Motociclista. Acho a Royal Enfield uma belíssima moto, já que sou um saudosista ! Apenas acho o comprimento do escape muito longo. se fosse mais curtinho ficaria melhor. Abraços do Tio Paulo de Guararema SP.

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