Teste: scooter Honda SH 150i

O novo scooter Honda SH 150i é ágil no trânsito da cidade e tem motor esperto o suficiente para agradar em curvas fechadas de serra. O assoalho plano, a posição de pilotagem ereta e o assento com altura de 79,9 cm em relação ao solo formam um bom conjunto para o conforto. Foi o que ficou mais evidente em um passeio de cerca de quatro horas para primeiras impressões sobre o modelo, que a montadora japonesa ofereceu a veículos especializados em motociclismo, na cidade do Rio de Janeiro.

O traçado escolhido pela empresa, saiu das imediações da orla de Copacabana, passou por trechos urbanos até chegar à Vista Chinesa, depois da estrada cheia de curvas do Parque Nacional da Tijuca. No trecho, o conjunto de suspensões mostrou-se bastante rígido para confiáveis mudanças rápidas de direção. Na dianteira, do tipo garfo telescópico, com curso de 100mm e na traseira com dois amortecedores de até cinco regulagens na pré-carga da mola em curso de 95mm.

No trajeto, entretanto, só com bom pavimento, não deu para avaliar o comportamento do conjunto de suspensões em pisos irregulares, problema comum dos scooters com cursos curtos e rodas pequenas. No SH, as rodas de 16” e os pneus Pirelli Diablo Scooter nas medidas 100/80 16M/C 50P na frente e 120/80R 16M/C 60P atrás deixaram o modelo, na serrinha da Tijuca, “dentro dos trilhos”. As manobras também são facilitadas pelo entre-eixo curto de 1.340mm. Os freios são eficientes tanto para cidade quanto para estradinhas. São dois discos de 240mm e sistema antitravamento ABS para 129 quilos de peso seco, sem combustível e óleos.

Na tecnologia, o SH 150i tem facilidades como Idling Stop, que desliga o motor em marcha-lenta por até 3 segundos, religando-o automaticamente quando acelerado e Smart Key, um sensor de proximidade que opera a dois metros de distância do scooter e pode acionar itens como a tampa de combustível e as travas do assento além de liberar a ignição automaticamente.

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O motor monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft) de 149,3cm³, 4 tempos, com injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection) e arrefecimento a líquido tem potência máxima de 14,7 cv a 7.750 rpm e o torque máximo de 1,40 kgf.m a 6.250 rpm. Na cidade e estradinhas como na Tijuca ofereceu bom comportamento nas arrancadas e retomadas.

SH 150i X PCX 150

O lançamento da SH 150i no Brasil gerou muita curiosidade entre consumidores e especialistas do setor já que a Honda oferece, a partir de agora, dois modelos praticamente iguais em função e desempenho. A montadora diz que a estratégia é ousada e que os públicos dos veículos são distintos.

Além das sutis diferenças técnicas entre eles, a PCX tem, segundo a montadora, apelo mais “popular” mas com tecnologia embarcada como o Idling Stop. O SH 150i deve chamar mais a atenção de compradores mais exigentes na qualidade. Além do Idling Stop, tem o Smart Key que a PCX não tem e o assoalho plano diferente da PCX que acomoda também alguma bagagem. Ao final, quem vai determinar se a estratégia da marca está correta ou não será o comportamento do consumidor.

Mercado

Atualmente, no segmento de motos essencialmente urbanas de 150cc, estão no Brasil o Honda PCX, Honda SH 150i e Yamaha NMax 160. O PCX tem preço sugerido de R$ 10.800, enquanto o NMax sai de R$ 11.690 e a Honda tem preço sugerido de R$ 12.450 para o SH.

-Imagens: Caio Mattos/Honda – MotoMovimento-

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