Teste: softail Breakout

Com pintura Hard Candy Custom, pneu 240mm atrás e profusão de cromados no padrão de excelência Harley-Davidson, a softail Breakout poderia muito bem ser a moto do estilo coxinha* de ser motociclista (gíria antiga do motociclismo, coxinha não faz nenhuma menção às discussões políticas atuais. Veja abaixo a definição). Poderia, mas o que enfeita plenamente um canto qualquer da sala de estar, também oferece prazer em longas distâncias. Foi o que constatou MotoMovimento no teste do modelo 2016 durante todo um dia pelas centenas de curvas nas estradas na região do Circuito das Águas Paulista, principalmente as mais de duzentas da rodovia que ligam Serra Negra a Morungaba.

Com pneu de 240mm de perfil baixo na roda traseira, distância do solo de 120mm, ângulo de inclinação de 23.4 graus, a Breakout não se sente confortável nas curvas de raio curto ou fechadas. Ela tende a jogar para fora da curva se a velocidade não estiver compatível com suas possibilidades de realizar a manobra. Respeitados esses limites, o modelo comportou-se muito bem no teste de estrada mesmo raspando os pinos das pedaleiras do piloto todas as vezes.

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Nas retas, o conforto aerodinâmico vai até cerca 140 Km/h. Daqui para frente, o vento atua principalmente nas pernas que ficam bastante para frente na posição de pilotagem. Para o estilo custom, é o que se espera já que o banco confortável do piloto permite longas distâncias. Já para garupa, o banco original é desconfortável com aquela característica de acompanhar o desenho do para-lama e terminar em leve curva para baixo. Isso empurra o acompanhante para fora do banco.

O motor é a característica fundamental das motos custom. Na Breakout, seu maior valor é o torque que oferece profundos 11,8 kgf.m a 2,750 rpm em uma motorização Twin Cam 103B, refrigerada a ar e 1.690 cm³. Mas o mesmo motor que empurra na estrada esquenta bastante e afeta principalmente as pernas na cidade, onde o ambiente é um pouco desfavorável para os modelos custom. Com ângulo de inclinação da coluna de direção de 35 graus, fica difícil manobrar em espaços menores. O peso em ordem de marcha de 322 kg faz lembrar da estrada no meio do trânsito. O largo guidão também não favorece nos corredores.

O tanque tem capacidade para até 18,9 litros de gasolina. O modelo testado por MotoMovimento fez até 18 Km/l com uma tocada mais suave, na estrada.

O Painel de instrumentos é montado em uma única peça sobre a mesa superior do garfo com diversas informações. Apresenta entre outros itens velocímetro, relógio, hodômetros, neutro, baixa pressão de óleo, luzes indicadoras de direção, diagnóstico do motor, alerta de baixo nível de combustível e indicador de sexta marcha.

(*) Coxinha, na gíria do motociclismo, é o dono de uma moto preferencialmente cara que prefere deixá-la em exposição na sala de casa a rodar grandes distâncias com os amigos. Muitas vezes incompreendido, este tipo de motociclista gosta mais de cuidar do veículo do que utilizá-lo. A Breakout custa a partir de R$ 73.700.

Clique AQUI para o PDF com as características técnicas do modelo.

-Imagens: MotoMovimento-

5 comentários em “Teste: softail Breakout

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