Teste: Yamaha YZF-R3

Com ciclística estruturada para uso na cidade, a pequena Yamaha YZF-R3 alia o espírito esportivo da marca e o conforto dos modelos street. MotoMovimento avaliou a moto em cerca de 1,2 mil quilômetros, aproximadamente 900 deles em rodovias e curvas de serras. A montadora japonesa acertou na composição das 320 cilindradas essencialmente street, com momentos de diversões esportivas estradeiras. Hoje, a versão 2016 parte de R$ 21.463 à vista.

Nas rodovias, o motor de 4 tempos, DOHC, refrigeração líquida, 8 válvulas e 2 cilindros vai confortável em próximos de 7,5 mil giros a 120 km/h. Com cilindrada real 320,6cc, potência máxima de 42,01cv a 10.750rpm e torque máximo de 3.02kgf.m a 9.000rpm, tem boa retomada mesmo em sexta marcha e velocidade final de 170 km/h. Para uma tocada mais econômica, ou não, o modelo oferece e shift light customizável. No teste, as mudanças foram feitas, principalmente nas estradas, a sete mil giros.

O banco do piloto é confortável, largo e com espuma densa. Dá para fazer uns bons 300 ou até 400 quilômetros nas estradas sem desmontar da moto. É mais ou menos, inclusive, a autonomia do modelo com tanque de 14 litros (3 litros reserva). Na avaliação, o consumo variou entre 23 km/l na aceleração mais forte e 27 km/l em passeios nas estradas, além de 26 km/l na cidade.

Nas curvas de serras no interior de São Paulo, a R3 surpreendeu em agilidade e rigidez em pneus de perfil esportivo e radiais dianteiro Metzeler 110/70 – R17M/C 54H e traseiro Metzeler 140/70 – R17M/C 66H. Com baixo peso líquido de 167kg ou 170kg com ABS, é leve na condução em suas dimensões de 2.090mm de comprimento, 720mm de largura e 1.135mm de altura. Essas dimensões também ajudam nos corredores das cidades. Dá para fazer manobras fechadas procurando espaços entre os carros até para trocar de corredor. No ambiente urbano, a moto passa com conforto nas ruas esburacadas.

Como muitos modelos esportivos, o espaço para o garupa é mínimo e desconfortável na R3. Outro detalhe negativo é o espelho retrovisor muito pequeno. Ereto no banco, o braço do piloto cobre metade dos espelhos. Tem que ficar se contorcendo a todo momento para ter uma imagem completa do que está acontecendo atrás.

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Com design que remete à superesportiva YZF-R1, a R3 chama bastante a atenção, principalmente no uso nas cidades. Em algumas abordagens para perguntas sobre o modelo a dúvida era se a pequena esportiva seria ou não de 600cc.

O painel de instrumentos tem velocímetro digital, hodômetro total (f-trip), marcador do nível do combustível digital, indicador de marcha, relógio, conta-giros analógico. Tem indicador de marcha, o que é sempre bem vindo.

Outros detalhes técnicos da YZF-R3:

Distância entre eixos: 1.390mm
Altura do assento: 780mm
Raio mínimo de giro: 2.700mm
Altura mínima do solo :160mm
Sistema de lubrificação: Cárter úmido
Alimentação: Injeção eletrônica
Câmbio: 6 velocidades
Combustível: Gasolina
Sistema de partida: Elétrica
Tipo do chassi: Diamante
Suspensão dianteira: Garfo telescópico com curso de 130mm
Suspensão traseira: Balança traseira com curso de 45mm (suspensão) – 125mm (roda)
Trail: 95mm
Freio dianteiro: Disco hidráulico de 298mm (opção: Standard ou ABS)
Freio traseiro: Disco hidráulico de 220mm (opção: Standard ou ABS)
Capacidade do óleo do motor: 2,4 litros
Cores Racing Blue (azul metálico), Midnight Black, Rapid Red (vermelho metálico)

-Informações e imagens: MotoMovimento-

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