Kawasaki tecnologias – final

São Paulo (SP) No quarto e último capítulo da série sobre tecnologias aplicadas aos seus modelos, a Kawasaki mostra aplicações para conforto e segurança na pilotagem como o gerenciamento da quantidade de combustível ou a inclinação das motos em curvas. Os dispositivos que proporcionam conforto, segurança e a sensação de domínio dos pilotos para com suas máquinas estão instalados em modelos como Ninja 1000 Tourer, Ninja 1000, Ninja H2 SX SE, Ninja ZX-10R SE, Ninja ZX-10R, Ninja ZX-6R, Z900RS, Versys 1000 Grand Tourer, Versys 1000 e Z900 2021, incluindo os modelos off road, KX450, KX250.

O Modo de Controle de Largada Kawasaki, que pode soar familiar para quem acompanha as corridas do World Superbike, onde a equipe Kawasaki é Pentacampeã com o piloto Jonathan Rea. Ou ainda, no MXGP, o campeonato Mundial de Motocross onde os pilotos Romain Febvre e Clement Desalle representam a Kawasaki. Quando ativado de forma descomplicada através do joystick no punho esquerdo, mesmo com o “gás” todo aberto, o sistema responde com cortes na alimentação do motor evitando que a moto empine e o piloto perca o controle, dosando o ganho de velocidade e deslocamento com a estabilidade, resultando em saídas mais rápidas, na frente dos demais.

Power Mode

Na grande maioria dos modelos Kawasaki, estão disponíveis 2 mapas de potência: F (full) que libera 100% da força produzida pelo motor, podendo superar os 210cv em alguns modelos, e o L (low) que limita a aproximadamente 75% da potência, dentre os benefícios, a segurança e a economia de combustível. Mas há alguns modelos que recebem até 3 mapas diferentes e estes, quando combinados com outras funcionalidades existentes, permitem ajustes ainda mais finos para a escolha do piloto, de acordo com seu estilo de condução.

O modo F (full) com 100% de potência, M (middle) em torno de 80% e atuação adaptativa (ao manter a manopla do acelerador até 50% aberta, prevalece o limite de 60% de potência equivalente ao mapa L, acima disso entra em ação o mapa que entrega 100% da usina de força), e por fim o modo L (low) que oferece diversão restrita a aproximadamente 60% da potência disponível no motor.

Presente em alguns modelos, o Modo ECO, que como o próprio nome indica, estabelece parâmetros de aceleração e potência que priorizam a economia de combustível.

Com o Controle de Tração Kawasaki KTRC (Kawasaki Traction Control) não é preciso se assustar com nenhuma mudança nas condições de piso, basta selecionar nos botões junto da manopla esquerda, escolher um dos modos que aparecem no painel e desfrutar de mais uma das maravilhas invisíveis aos olhos, mas que todos podem sentir ao pilotar.

O sistema, que também é baseado nas tecnologias utilizadas nas competições, monitora diversos parâmetros em tempo real e utiliza informações como a velocidade das rodas dianteira e traseira, rotação do motor, posição do acelerador, entre outras, para adequar a força e torque despejados na roda. Com o KTRC ligado, ficam a disposição 3 modos selecionáveis, e os sensores atuam a cada 5 milissegundos comparando a rotação das rodas dianteira e traseira.

Para evitar a perda de controle e risco de acidentes com derrapagens indesejadas, no modo 3 a interferência do sistema na pilotagem tem seu nível máximo. Indicado para terrenos instáveis ou escorregadios, o sistema corrige aceleração e frenagem, mantendo a condição de aderência ideal e a segurança dos ocupantes.

No modo 2 o piloto dispõe de maior autonomia de decisão, mas ainda há interferências eletrônicas na pilotagem e no modo 1 o recurso se limita a pequenas interferências em uma zona mais crítica, somente quando necessário. E para os condutores mais ousados, é possível desligar o sistema e experimentar os limites da moto em toda sua pureza. Combinado com o Power Mode ou Controle de Entrega de Potência, os pilotos tem um aliado especial contra os sustos e efeitos da baixa aderência em situações específicas, contando com mais segurança e estabilidade em dias chuvosos, por exemplo.

Cruise Control

Pilotar por horas a fio pode ocasionar alguns desconfortos, principalmente ao manter trajetória e velocidade constantes em viagens longas. Com o Controle de Velocidade de Cruzeiro quem conduz uma Kawasaki que oferece o recurso pode optar por manter determinada velocidade e ficar com a mão direita livre. Por exemplo, ao trafegar por uma estrada sem curvas acentuadas onde é possível manter velocidade constante, ao invés de ter que segurar o punho do acelerador aberto, o piloto pode ativar a função Cruise Control e aliviar a tensão do braço direito. A parte eletrônica da motocicleta fará com que ela mantenha a velocidade, inclusive com pequenos ajustes em caso de trechos de subida ou descida, tudo visando o conforto do piloto. O sistema é desligado assim que é registrado um toque em algum dos freios ou outra tentativa de interferência feita pelo piloto.

Rideology the APP

Dos primeiros motores construídos para uma moto Kawasaki até a conexão e gerenciamento dos sistemas pelo smartphone, a evolução tecnológica e a busca por soluções inovadoras é o guia da marca desde 1950. Para ter acesso a esta experiência é preciso baixar e instalar a aplicação no seu smartphone e se conectar a motocicleta, sem a necessidade de cabos ou ferramentas.

Ative o Bluetooth para parear com o celular e obter acesso a diferentes informações, como: hodômetro, nível de combustível, agenda de manutenção, horímetro, inclinação máxima e outras. Podem acessar ainda, o GPS, marcha engatada e RPM. Também é possível alterar configurações de suporte eletrônico da moto, Ride Mode, KTRC, ajustar a suspensão eletrônica e outros ajustes de pilotagem, tudo direto pelo celular, de acordo com o modelo da motocicleta e a disponibilidade das funções.

Para viajar ou utilizar nos deslocamentos do dia a dia, quando conectados, o painel da moto mostra informações de chamadas e notificações de e-mails durante a pilotagem. Vale destacar que o App mantém um registro com inúmeros dados de condução, como médias de velocidade, de consumo e do trajeto via GPS, mas este não funciona em tempo real (não é um guia com direções), gera apenas um mapa 2D da rota para visualização posterior. Também mostra o local onde o App foi conectado pela última vez, indicando o ponto que a moto está em um mapa de ruas do Google, o que ajuda a lembrar onde estacionou, por exemplo.

Para aqueles que participam de Track Days, selecione um valor de RPM para a luz indicadora de troca de marchas piscar, o shift light, acesse dados sobre o circuito, distância e tempo percorridos, permitindo ao usuário comparar diferentes períodos de um mesmo trecho ou circuito. Acesse dados similares a telemetria das motos de competição, reveja no mapa as condições de velocidade, RPM e marcha, de acordo com o ponto do percurso em um gráfico de fácil leitura, além dos dados de aceleração, frenagem e até mesmo de força G, entre outros, para incrementar ainda mais os treinos e as conversas após um dia de pista.

Com a adição de uma IMU – Unidade de Medição Inercial (Bosch), a tecnologia de gerenciamento eletrônico dá dois passos rumo a uma nova geração. Deixando os sistemas de “ajustes e reações” no passado ao evoluir para sistemas que dão retorno (feedback), entregando ainda mais níveis de prazer na pilotagem.

Presente nos modelos topo de linha da marca: Ninja H2 SX SE, Ninja ZX-10R, Versys 1000 Grand Tourer e Versys 1000, o programa de modelagem dinâmica da Kawasaki faz com habilidade o uso de fórmulas complexas e elaboradas à medida que examina as mudanças de múltiplos parâmetros, levando em conta até mesmo a mudança do tipo de pavimento e as condições dos pneus, deixando ainda mais precisa a orientação do chassi e com isso as respostas dos softwares da motocicleta.

Leia mais:
+ Tecnologias Kawasaki Parte 01
+ Tecnologias Kawasaki Parte 02
+ Tecnologias Kawasaki Parte 03

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Os sistemas de gerenciamento eletrônico da nova Kawasaki Ninja ZX-10R Special Edition, por exemplo, facilitam o controle para o piloto, que pode desfrutar da experiência de pilotar uma Superbike de alta potência no limite nas pistas. Tudo isso graças aos acelerômetros, giroscópios e sensores mecânicos que juntos formam o que há de mais espetacular em responsividade e leitura de dados, determinando com precisão o que acontece com a motocicleta.

Os giroscópios medem o pitch (inclinação para frente e para trás), leaning (o equivalente a deitar a moto para um dos lados) e o yaw (rotação no próprio eixo). Com base nestes dados de ângulos, força e sentido do deslocamento, a ECU da moto combina parâmetros e analisa a necessidade de interferência através de um dos programas disponíveis: controle de tração, gerenciamento de curvas, ABS etc.

-Informações e imagens: divulgação-

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