Produção de motos

São Paulo (SP) – A produção de motos de julho deste ano, no Polo Industrial de Manaus (PIM), chegou a 91.713 unidades, menos 4,8% ante julho de 2018 (96.338). No acumulado de janeiro a julho, foram produzidas 628.818 unidades, 6,3% superior que o registrado no mesmo período do ano passado (591.753 unidades). Na comparação de julho com junho de 2019, crescimento de 34,6%, com 68.121 unidades em junho.

Questionada sobre a queda de 4,5% na produção de julho 2019/2018, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) informou que “essa diferença específica na produção das fábricas de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) resulta dos períodos em que ocorreram as férias coletivas de meio de ano de 2018 e 2019, envolvendo os meses de junho e julho. Em 2018, a fábrica com maior produção, por exemplo, esteve em férias coletivas entre 11 e 22 de junho, enquanto em 2019 paralisou suas operações produtivas para a mesma finalidade entre 24 de junho e 5 de julho. Com isso, não houve produção nessa fábrica na primeira semana de julho passado, ao contrário do ocorreu no mesmo mês de 2018. Como se observa, esta queda foi meramente pontual e, portanto, não impacta na projeção de crescimento da produção acumulada do ano, em comparação com 2018.” A fábrica de maior produção que se refere a Associação é a Honda.

De acordo com a Associação, a queda na produção de julho não alterou a curva ascendente das fabricantes do PIM. Para Marcos Fermanian, presidente da Associação, a recuperação do setor continua a ser impulsionada pela renovação da frota e, principalmente, pela maior oferta de crédito. “Isso impacta diretamente a cadeia produtiva. Hoje cerca de 70% das vendas de motocicletas são financiadas via CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e pelo Consórcio”, diz. “Aliado a isso, a motocicleta é uma alternativa viável de transporte para a maioria dos consumidores, graças ao menor custo de manutenção e ao baixo consumo de combustível”, afirma.

Em julho, as vendas no atacado somaram 87.240 unidades, aumento de 21% na comparação com junho (72.121 unidades) e queda 1,7% no mesmo período do ano passado (88.754). No acumulado do ano, as fábricas repassaram para as concessionárias 616.133 motocicletas, o que corresponde a um crescimento de 14,1% ante as 539.945 registradas no mesmo período de 2018.

Nos emplacamentos, segundo levantamento do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) analisado pela Abraciclo, em julho foram 90.048 motocicletas, aumento de 18,1% na comparação com o mesmo mês de 2018 (76.226 unidades) e de 12,5% em relação a junho (80.023 motocicletas). De acordo com dados do Renavam, nos sete primeiros meses de 2019 foram emplacadas 620.082 motocicletas, volume 16,3% superior às 532.955 unidades licenciadas no mesmo período do ano passado.

Com 23 dias úteis, a média diária de vendas de julho foi de 3.915 unidades. Para a Abraciclo, é o melhor resultado para o mês desde 2015 (4.684 unidades/dia). Esse desempenho foi 13% superior ao registrado no mesmo mês de 2018 (3.465 unidades/dia, com 22 dias úteis) e 7,1% menor ao alcançado em junho deste ano (4.212 unidades/dia, com 19 dias úteis).

Em julho, a Street foi a categoria de motocicleta mais vendida no Brasil, com 45.009 unidades (51,6% de participação). Na sequência ficaram a Trail (18.228 e 20,9%), Motoneta (11.115 e 12,7%) Scooter (7.595 e 8,7%) e Naked (1.997 e 2,3%). As posições foram mantidas no ranking que mostra o desempenho de vendas nos sete primeiros meses de 2019: Street (310.258 e 50,4%), Trail (120.798 e 19,6%); Motoneta (91.526 e 14,9%), Scooter (53.485 e 8,7%); e Naked (14.610 e 2,4%).

De acordo com dados do Renavam analisados pela Abraciclo, em julho o volume de Scooter comercializado no varejo somou 8.011 unidades, aumento de 55% na comparação ao mesmo mês de 2018 (5.170 unidades) e de 11,3% em relação a junho passado (7.195 unidades). Nos sete primeiros meses de 2019, os emplacamentos de motocicletas da categoria Scooter atingiram 50.789 unidades, o que corresponde a uma alta de 28% ante as 39.693 unidades licenciadas no mesmo período do ano passado.

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Na exportação, em julho, foram embarcadas 2.788 unidades. De acordo com dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os volumes de embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, a Argentina é o maior parceiro comercial, com 1.318 e 45,2% de participação no total exportado. Na sequência, estão os Estados Unidos (880 e 30,2%) e a Colômbia (358 e 12,3%).

No acumulado do ano, as exportações somaram 23.180 unidades, o que representa queda de 49,9% em relação ao mesmo período de 2018 (46.258 motocicletas). Ainda de acordo com dados do Comex Stat, de janeiro a julho foram embarcadas 11.632 motocicletas (48,6% de participação) para Argentina. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar (4.313 e 18%), seguidos pela Colômbia (2.953 e 12,3%).

A Honda anunciou que vai descontinuar a a produção de automóveis, o HR-V, em 2020 e, com isso, focar suas operações produtivas no segmento de motocicletas. Visando fortalecer a estrutura do negócio de automóveis, diante das abruptas mudanças da indústria automotiva ao redor do mundo, a Honda tem buscado reforçar a coordenação e colaboração inter-regional, otimizando a alocação e capacidade produtiva de automóveis globalmente. Questionada sobre o impacto da decisão da montadora nas exportações dos produtos brasileiros para a Argentina, a Abraciclo informou que “não se manifesta em relação a marcas, produtos e operações de cada uma de suas associadas em particular”.

-Informações e imagens: divulgação-

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