Produção de motos espera volta da economia com vacinação

São Paulo (SP) – As fabricantes de motocicletas do Polo Industrial de Manaus (PIM) mantém ritmo de produção em compasso de espera pela retomada da economia com vacinação e controle da Pandemia. As empresas produziram 103.792 unidades, em maio, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Segundo a associação, o volume é 15,1% menor que o registrado no mês anterior (122.220 motocicletas). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando as fábricas produziram 14.809 unidades, houve alta de 600,9%. Naquele período, a capital amazonense foi fortemente impactada pela primeira onda do coronavírus e as fábricas estavam retomando, gradativamente, suas atividades.

No acumulado de janeiro a maio, a produção de motocicletas totalizou 463.413 unidades, volume similar ao registrado em 2019, período pré-pandemia, quando foram fabricadas 468.984 motocicletas. “No momento, as fábricas mostram uma curva de recuperação. No entanto, estamos apreensivos em relação ao ritmo do avanço da pandemia nos próximos meses”, diz o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. “É preciso acelerar o programa de vacinação para trazer tranquilidade na gestão das nossas fábricas”, afirma.

Em relação à distribuição, o executivo afirma que as fabricantes estão regularizando a entrega de motocicletas gradualmente para as concessionárias. “O estoque ainda é baixo e acreditamos que, em poucos meses, conseguiremos normalizar a situação e acabar com a fila”, diz. Diante desse cenário, o executivo acredita que o mercado deve continuar aquecido nos próximos meses. A projeção da associação para este ano é produzir 1.060.000 motocicletas, alta de 10,2% na comparação com 2020.

Varejo

Com 110.376 unidades licenciadas em maio, as vendas no varejo alcançaram o melhor resultado do ano. Esse é, também, o melhor desempenho para o mês, desde 2014, que teve 126.701 unidades emplacadas. Na comparação com abril, que teve 94.654 motocicletas emplacadas, o volume foi 16,6% maior. Em relação ao mesmo mês de 2020, houve alta de 278,1%. Em maio do ano passado, as vendas no varejo totalizaram 29.192 unidades.

Fila de espera

De acordo com Fermanian, a fila de espera pode chegar a 45 dias para os modelos da categoria Street, que é bastante utilizada pelos entregadores de aplicativos. Já para as motocicletas premium e de uso misto, que têm demanda menor, a fila está normalizada. A Street liderou o ranking das categorias mais vendidas. Em maio foram emplacadas 54.714 unidades, o que corresponde a 49,6% de participação do mercado. Em segundo lugar, ficou a Trail (24.028 unidades e 21,8% de participação), seguida pela Motoneta (14.941 e 13,5%).

Com 21 dias úteis, a média diária de vendas em maio, foi de 5.256 unidades. Na comparação com abril, que teve um dia útil a menos e média diária de 4.733 motocicletas licenciadas, houve alta de 11,1%. Em relação a maio do ano passado, que também contou com 20 dias úteis, o aumento foi de 260,1%. Naquele mês, a média foi de 1.460 emplacamentos/dia. Os emplacamentos no acumulado do ano totalizaram 410.474 unidades, volume 34,9% superior às 304.286 motocicletas licenciadas no mesmo período de 2020. As posições do ranking foram mantidas: Street (201.550 unidades e 49,1% do mercado), Trail (84.653 unidades e 20,6%) e Motoneta (54.541 unidades e 13,3%).

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Em maio, foram exportadas 4.410 motocicletas, volume 3,1% superior às 4.276 unidades registradas em abril e 1.768,6% maior que o mesmo mês do ano passado (236 unidades). De acordo com dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, o principal destino foi a Colômbia, com 1.364 unidades e 29,8% do volume total exportado. Em segundo lugar, ficou a Argentina (1.358 motocicletas e 29,7% do total exportado), seguida pela Austrália (952 unidades e 20,8%). De janeiro a maio, as exportações totalizaram 21.851 unidades, o que corresponde a uma alta de 191,9% em relação ao mesmo período de 2020 (7.487 motocicletas).

Os embarques para a Argentina somaram 6.920 unidades e representaram 30,8% do volume exportado. Na sequência do ranking, vieram os Estados Unidos (5.537 motocicletas e 24,7% do total exportado) e a Colômbia (4.249 unidades e 18,9%). “As motocicletas exportadas para mercado norte-americano são, principalmente, do modelo off-road e comprovam que o produto nacional tem alto valor agregado, tecnologia avançada e atendem aos mercados mais exigentes”, afirma Fermanian.

-Informações e imagens: divulgação-

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